OS MESMOS DIREITOS E CONTRA O CONGELAMENTO DE SALÁRIOS NA INCM
Trabalhadores da INCM, exigem os mesmos direitos que o Governo decidiu, para outras empresas do setor empresarial do Estado a título de excepção.
14.03.2012 (quarta feira)
Mais de uma centena de trabalhadores da Casa da Moeda concentraram-se hoje em frente da empresa, em Lisboa, exigindo que os salários não sejam cortados este ano, à semelhança do que foi decidido para a TAP e para a CGD.
«Os trabalhadores estão aqui para exigir os mesmos direitos que o Governo decidiu, a título de excepção, para algumas empresas do sector empresarial do Estado, e em protesto contra o congelamento dos salários do ano de 2010, 2011 e de 2012», disse à agência Lusa o dirigente sindical Navalha Garcia.
Reunidos em plenário junto da Casa da Moeda, depois de os ‘Homens da Luta’ terem cantado «o que faz falta é dar moeda à malta, o que faz falta…», os trabalhadores manifestaram-se também contra o corte nos subsídios de férias e Natal este ano.
Além disso, criticaram a administração da Casa da Moeda por ter congelado as progressões nas carreiras, quando a empresa deu lucros da ordem dos 23 milhões de euros em 2011 e no ano anterior.
O dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (SITE), Navalha Garcia, referiu ainda que, como foi decidido no último plenário, no dia 20 de Março, os trabalhadores vão «voltar aqui», à Casa da Moeda, para demonstrarem «a sua indignação».
No final do plenário foi aprovada uma resolução para perspectivar «novas formas de luta em relação ao futuro» e que passam pela próxima concentração junto à empresa, em Lisboa.
O documento solicita também à administração da Casa da Moeda que peça ao Governo o mesmo tratamento em termos de direitos que o aplicado na TAP e na CGD, pois são sempre «os trabalhadores a pagar a crise».
Lusa/SOL
A Direção da ARINCM 15.03.2012
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