Pequenos contos de sítios que bem conhecemos (Ribeira de Lima)
Viagens na MinhaTerra
No Coração do Minho – A Ribeira Lima
Com... Andrade Lobo
Apesar de nado e criado na capital do Minho, Braga, é a Ribeira Lima aquela que me dá mais prazer visitar.
O rio Lima nasce na Lagoa de Antela perto de Ourense-Galiza desaguando calmamente na foz da cidade de Viana do Castelo.No coração da Ribeira Lima, onde o vale se espraia entre montanhas encontramos Ponte de Lima, tudo quanto representa a traça, a beleza e o carácter da terra minhota.
Ponte de Lima é a vila mais antiga de Portugal, cujo foral foi dado pela rainha D.Teresa em 1152. Dizem os historiadores que a vila foi fundada pelos gregos em 1304 A.C; outros dizem que foram os Turdulos em 500 A.C, mas nenhuma dúvida subsiste que foi com a passagem dos romanos em 140 A.C no tempo do imperador Adriano que a vila tomou o nome de Fórum Limicorum ou Praça dos Limios, povo que ali se tinha estabelecido cuja história passou a ser contada. Por lá passaram também godos, vândalos, suevos e árabes que foram sistematicamente expulsos da vila.
É possível ver ainda vestígios castrejos pré-históricos, mas quando se calcorreia as ruas empedradas vê-se quanto é visível a presença da civilização romana que deixou marcas indeléveis na povoação. A ponte romana, a Igreja Matriz, as pedras de armas, o pelourinho, considerado monumento nacional e os marcos miliários da estrada romana que vinha de Braga e seguia para Astorga.
Depois e com a passagem do tempo, apareceram os paços e os solares de estilo barroco, conta-se por 50 nas redondezas de Ponte de Lima, alguns em bom estado, graças à sua reconversão para turismo rural. De destacar o Solar de Bertiandos, o Paço dos Marqueses de Ponte de Lima e o Paço de Calheiros.
A cor predominante em Ponte de Lima é o verde, tal como se chama o vinho - o vinho verde - único no mundo e que concorre em qualidade, entre outros, com o de Ponte da Barca e o afamado Alvarinho.
Entre as tradições mais relevantes de Ponte de Lima, são as Feiras Francas e a “vaca de cordas” tradição que mistura a valentia e a inconsciência da gente nova e da menos nova por vezes traduzidas em corpos mais ou menos mal tratados, uma espécie de largada de touros ribatejanos.
Não se pode deixar Ponte de Lima sem se apreciar a gastronomia local, na opinião de muitos gastrónomos, uma das melhores de Portugal. Escolher um restaurante é difícil pois são muitos, e rara excepção, todos muito bons. Mas atrevia-me a indicar "A Carvalheira " na estrada para Paredes de Coura e o "Açude" cuja comida é divinal na opinião do seu dono que é um padre.
Nota: Com este pequeno conto, iniciamos um ciclo, de quase desafio, a todos aqueles colegas que sempre gostaram de escrever alguns apontamentos sobre a terra onde nasceram, ou até sobre outras terras pelas quais se enamoraram.
Já sabem, juntem uma foto do local, e enviem-nos os vossos trabalhos por email, para que os publiquemos aqui neste vosso Blogue.
Informação ARINCM 21.06.2009
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