24.09.13
Ora bem, esta notícia diz-nos respeito, devemos fazer ouvir a nossa voz bem firme, pois também estamos incluídos!
São 13 ao todo, desde os da Caixa Geral de Depósitos, PT, CTT, ANA e NAV, mas também os fundos dos antigos trabalhadores da Região Administrativa de Macau ou do Indep. De acordo com o último relatório e contas da CGA, representam cerca de 600 milhões de euros anuais. Questionado no início da semana pelo SOL, o Ministério das Finanças remeteu-se ao silêncio.
José Abraão, dirigente da Frente Sindical da Administração Pública (Fesap), explicou ao SOL que, nas rondas com os sindicatos, o secretário de Estado da Administração Pública garantiu que só seriam abrangidas pelos cortes da convergência «as pensões atribuídas pela CGA a todos os trabalhadores que descontaram ao longo dos anos para a CGA». Ou seja, não abrangem os pensionistas dos fundos, que foram só recentemente transferidos para a CGA num exercício contabilístico dos sucessivos governos para, no imediato, reforçar as receitas do Estado.
Entre os deputados da maioria, o tema é sensível, pois dividem-se entre os que acham que, para ganhar mais legitimidade política, o Governo não deve admitir quaisquer excepções e os que ficam presos ao argumento de que estes fundos foram herdados recentemente.
O fundo da CGD, por exemplo, paga em parte ou na totalidade as reformas dos actuais presidentes do Santander Totta, Montepio Geral e BIC Portugal – que já exerceram funções no banco do Estado.
Notícia do Jornal "O Sol"
Nota: As treze Empresas que transferiram fundos para a CGA, foram as seguintes: ANA, BNU, BPN, CTT, Dragapor, Indep, CGD, INCM, NAV, PT, RDP, Marconi e Trabalhadores de Macau.
Informação ARINCM 24.09.2013
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