O 2.º Aniversário da ARINCM
Não foram os trovões as chuvas e os coriscos que S. Pedro nos presenteou o impeditivo de, alegremente os colegas distribuídos por três camionetas, se dirigissem para o Alentejo profundo, na busca não do Cavalo Perdido, mas sim da raça equestre pura do Cavalo Lusitano, que serviu de modelo ao cavalo cujo o nosso rei D. José se exibe no Terreiro do Paço. É atualmente uma raça muito apreciada e que tem muita procura, quer nacional quer do estrangeiro. A Coudelaria, fundada pelo rei D. João V no ano de 1748, é um espaço enorme e bem tratado.
Os estábulos, os picadeiros, e outros locais destinados à raça equina, apresentam-se em impecável estado de limpeza e conservação. Foi nos presenteado uma exibição com aves de rapina – Falcões, milhafres e bufos. Uns exemplares de rara beleza, de vários portes e bem tratados. Depois também foi possível visitar um museu dedicado à “Arte de cavalgar a toda a sela” onde era possível comprar umas recordações. Efetuada a visita, era altura de aconchegar os nossos estômagos com a boa comida alentejana. Na Estalagem Varandas de Alter fomos contemplados com uma deliciosa “sopa de cação“, umas “migas de espinafres" tipicamente alentejana acompanhadas com “rojões de alguidar” e para terminar e como sobremesa a conhecida "sericaia". A sala onde teve lugar o repasto não apresentava as condições ideais para um convívio deste género, era demasiado pequena para tanta gente. Mas tudo foi ultrapassado com uma alegria reinante e bom convívio que se estabeleceu entre os colegas.
Para abrilhantar o convívio, uma “artista” com ajuda de um piano eletrónico, ainda pouco habituada aquelas andanças, esforçou-se para “animar” a malta, não fosse os “nossos artistas” - o colega declamador camoniano - Júlio Lourenço, e o habitual fadista o - Cesar Cachinho, a parte musical não teria o fulgor que se pretendia nem os colegas dançarinos teriam oportunidade de dar um “pé de dança”. A caravana ARINCM ainda se deslocou até Castelo de Vide onde deram uma volta por aquela raiana vila alentejana.
O regresso a Lisboa deu-se pelas 19.30 horas, chegando cansados mas satisfeitos a Lisboa pelas 22.30 horas.
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Mais uma iniciativa da ARINCM com notável sucesso.
Texto de: Andrade Lobo
Colaboração fotográfica de:
Vitorino Santos
António Xavier
António Anjos
Informação ARINCM 06.2011



































































































































































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