Almoço de Confraternização ARINCM Natal 2010,

 

Almoço de Natal e Ano Novo da ARINCM / 2010 e VISITA ÀS GRUTAS DE Mira de Aire

 

    

A Nossa viagem ao centro da Terra

 

Juntámo-nos no dia 11 de dezembro (sábado), pelas 8.30 horas, junto do edifício da Casa da Moeda, para iniciar-mos a nossa excursão com o fito de festejar-mos a nossa amizade, o tempo de Natal e de Ano Novo, e lá arrancámos para visitar às grutas de Mira de Aire, que são uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal  

 

A verdade é que as grutas ganharam ao longo de milhares de anos, toda aquela beleza devido ao ciclo da água, que absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono quando atravessa a atmosfera  condensa-se, para depois se precipitar novamente sobre a terra em forma de chuva.

 
Nas zonas calcárias quando chove, estas águas espalham-se nos terrenos em todas as direções, escorrendo e infiltrando-se pelos declives e fendas que vão encontrando no calcário, aumentando-as pela erosão mecânica natural, assim como pela reação química causada pela presença de dióxido de carbono.

 
O calcário é formado sobretudo devido ao carbonato de cálcio, que ao entrar em contacto com as águas saturadas em dióxido de carbono origina bicarbonato de cálcio, passando assim de uma substância insolúvel a uma substância solúvel.

 

No seu processo de permeabilização estas águas ao atingirem as amplas cavidades anteriormente formadas (grutas) geram pequenas gotas que se desprendem dos tetos, criando nesse processo todo o tipo de formações.

 

Uma parte destas águas vai naturalmente sofrendo o fenómeno da vaporação, diminuindo assim, substancialmente a quantidade de dióxido de carbono que nela existia inicialmente. Esta operação origina uma reação química inversa à anterior, ou seja a formação de novo do carbonato de cálcio que, sendo insolúvel, fica suspenso dos tetos sob formas sólidas coniformes de vértice para baixo, pela qual se vão avolumando lentamente através dos séculos sob o nome de estalactites.

 

No entanto, se as gotas, mercê de uma permeabilização mais intensa se desprendem ritmicamente de uma cadência regular, dos tetos, o fenómeno químico concretiza-se, fazendo com que as formações cresçam a partir do chão sendo conhecidas por estalagmites.

Pode ainda dar-se a união das formações criando lindíssimas colunas de caprichosos efeitos.
Nos tetos, mercê de fissuras muito estreitas e compridas, por onde as águas terão de escorrer na sua permeabilização, sucede formarem-se frequentemente deslumbrantes formações de finíssimos fios cristalinos devido ao processo atrás descrito.

 

Depois de termos visitado este local onde a mãe natureza primou a sua beleza, continuámos o nosso caminho até Alvados, local não muito longe de ali, onde fomos almoçar e naturalmente confraternizar num restaurante da zona que reconhecemos muito agradável.

 

Foi uma tarde muito bem passada onde a velha amizade marcou presença, onde tivemos a oportunidade de contar muitas histórias, e de relembrar outras tantas, ainda bem que todos sentiram que o tempo foi escasso, pois é motivo para uma próxima volta, seja lá para onde fôr, o que necessitamos é de continuar a viver, e recordar é sem sombra de dúvida, viver de novo.

 

Bem hajam todos aqueles que nos acompanharam e até breve.

 

 

 

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 A Direção da ARINCM 20.01.2012

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